Presa a uma vontade que me rasga a pele, vou caminhando pelo escuro.
Tento afastar-me e mudar o percurso mas neste labirinto estranho, vou sempre parar à mesma porta...
A tua...
Viro para trás, procuro em mim outro mar, outro azul...
Mas por muito que tente, perco-me sempre no castanho desses olhos verdes.
E tudo o resto perde importância...perde a cor...
Tudo morre antes de nascer...
Midas transformava tudo em ouro...Isto transforma tudo em Morte.
E neste meu mundo a preto e branco
Nada mais faz sentido
A lógica e a razão são substituídas pela dor.
E a saudade da rua dos Abraços torna-se insuportável.
Aperta o peito, molha a alma.
Chove dentro de mim...
E fora também.
Chove uma chuva pequena, que aos poucos se transforma em rio...
que desagua e morre...no mar dos teus olhos...
sábado, 26 de março de 2011
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Saudades dos abraços em si apesar de só o resto já ser muito bom...
ResponderEliminarE saudades daqueles abraços porque dos outros, não tenho porque não quero...Não são teus...