Sinto raiva...de não poder mudar o que sinto cá dentro...o que sentes...
Raiva de não ser forte o suficiente para guardar tudo cá dentro, vestir mais uma vez a armadura invisível e afastar-me de tudo e todos... Especialmente de ti.
Raiva de não ser imune Às tuas coisas...e deixar-me tocar por elas, magoar-me e mostrar as minhas fraquezas...
Raiva de sentir isto tudo e saber que não o fazes nunca por mal, nem te apercebes...pois para ti não tem importância..
..
Raiva de saber exactamente o que sentes por mim...e conseguir ver nisso algo de bom...apenas não o suficiente.
Raiva de não conseguir ter raiva de ti, nunca.
Afinal a culpa é sempre minha...
Txg
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Fazes-me falta
Às escuras, sem guião.
Não sei qual a cor do próximo frame...
Só sei o que sinto...
Como os outros escreveram, fazes-me falta...
Não sei a quê ou porquê...mas fazes...
E não sei como deixar de sentir o que sinto.
Não sei o que poderá substituir-te.
Talvez nada.
Txg
Não sei qual a cor do próximo frame...
Só sei o que sinto...
Como os outros escreveram, fazes-me falta...
Não sei a quê ou porquê...mas fazes...
E não sei como deixar de sentir o que sinto.
Não sei o que poderá substituir-te.
Talvez nada.
Txg
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tu
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Desabafo
A cabeça a latejar com tanto vazio...
A raiva de dar argumentos para me deitarem ainda mais abaixo...
Achava que a minha auto-destruição estava limitada...controlada...quase extinta.
Mas não, o boicote continua e neste momento sinto-me cada vez mais longe do chão seguro...
O passado está a acabar, o futuro é uma incógnita que precisa de força...que já não tenho.
Preciso de parar. Como eu preciso de parar...
Preciso de reunir os resquícios que restam e usá-los para a batalha final...
E até lá? E depois?
Não sei...não sei como me aguentar à tona.
Sinto-me só e vejo tudo à volta a morrer ou a partir...
Mas também não me apetece fazer nada para o mudar.
Já não quero lutar por nada. Já nada me faz querer lutar.
E não quero nem posso usar energia alheia.
Por mim nunca lutei, fui sempre lutando pelos outros.
Agora era altura de o fazer por mim...
Mas como? Com que energia?
Com que cabeça se tudo está vazio e só me apetece apagar ainda mais?
E mesmo assim, consigo sempre complicar mais um bocadinho...
Isto é um desabafo. Um deitar cá para fora.
É para isso que este blog serve.
Para mais nada.
Txg
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Desejo
O Amor é o sentimento mais nobre existente num coração rebelde...No entanto há toda uma sensação ardente superior à pureza desse estado de alma.
É o Desejo que consome e fascina a sensibilidade do ser humano. É a razão da carne humana sobreposta à emotividade da alma.
Os teus olhos grandes, verdes e doces, enfeitiçam-me como se fosse uma criança ingénua cheia de ternura mas não é o amor que me enternece.
O Desejo é maligno, mágico e consegue alegrar-me nos piores momentos.
Doçura, ternura e pureza curvam-se perante a sabedoria, sedução e magia do Desejo.
Txg
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Desisto!
Desisto...
Já desisti...
Disto, daquilo ou do outro...
Mais do mesmo
Chega! Acabou!
É o fim...
Adeus!
Já desisti...
Disto, daquilo ou do outro...
Mais do mesmo
Chega! Acabou!
É o fim...
Adeus!
E eu?
Farta! Farta, fartinha mesmo!
Com medo,
Medo de saber,
De não saber,
De não saber o que querer...
Mesmo...
Ir...Ficar...
Poder ir...
Não ter como ficar...
Não querer...
Já não querer...
Saber...não saber...
Ignorar a resposta,
Não ir buscar o envelope...
Adiar...Fingir esquecer...
Não perguntar...
Não dizer...
Rir quando apetece chorar...
Guardar o que dói e pôr de lado...
Fazer vista grossa aos sinais
E nunca...mas nunca confrontar...
E onde fico eu no meio disto tudo?
Com medo,
Medo de saber,
De não saber,
De não saber o que querer...
Mesmo...
Ir...Ficar...
Poder ir...
Não ter como ficar...
Não querer...
Já não querer...
Saber...não saber...
Ignorar a resposta,
Não ir buscar o envelope...
Adiar...Fingir esquecer...
Não perguntar...
Não dizer...
Rir quando apetece chorar...
Guardar o que dói e pôr de lado...
Fazer vista grossa aos sinais
E nunca...mas nunca confrontar...
E onde fico eu no meio disto tudo?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Que horror!
Pensei chamar-lhe Amor...
Que horror! que falta de imaginação
têm aqueles que amam...
Dizem que sente de forma igual
e notem que mentem de forma banal
ao dizer que sentem...Amor...
Coisa tão pouco natural!
Decidi chamar-lhe viver
Ao que por ti sinto
E pode o mundo estar certo
Que nem por lei ou decreto
Vou mudar o meu sentir
O que sinto por ti não é Amor!
Que horror!
Foi aquilo que senti...
by F.A.
Que horror! que falta de imaginação
têm aqueles que amam...
Dizem que sente de forma igual
e notem que mentem de forma banal
ao dizer que sentem...Amor...
Coisa tão pouco natural!
Decidi chamar-lhe viver
Ao que por ti sinto
E pode o mundo estar certo
Que nem por lei ou decreto
Vou mudar o meu sentir
O que sinto por ti não é Amor!
Que horror!
Foi aquilo que senti...
by F.A.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Porto seguro
Cabeça longe...estranha...uma ansiedade inexplicada, uma vontade de esquecer as perguntas, de não ter de me preocupar com as respostas...
Pouco ou nada sei e isso mata-me por dentro.
O que sei, é mau demais, só quero esquecer.
Mais valia não saber...
O que não sei, tenho medo de saber.
Mas acima de tudo, mais importante que o saber ou não, o que verdadeiramente me deixa assim, é o querer deixar de me preocupar por não saber... e não conseguir.
E nesses momentos a cabeça luta contra ela própria, perde-se em labirintos e não quer voltar. Nem sequer, para deixar de pensar e só sentir.
Isso é a minha droga e ao mesmo tempo, o meu porto seguro.
E cada vez tenho mais medo que falhe...
Txg
Pouco ou nada sei e isso mata-me por dentro.
O que sei, é mau demais, só quero esquecer.
Mais valia não saber...
O que não sei, tenho medo de saber.
Mas acima de tudo, mais importante que o saber ou não, o que verdadeiramente me deixa assim, é o querer deixar de me preocupar por não saber... e não conseguir.
E nesses momentos a cabeça luta contra ela própria, perde-se em labirintos e não quer voltar. Nem sequer, para deixar de pensar e só sentir.
Isso é a minha droga e ao mesmo tempo, o meu porto seguro.
E cada vez tenho mais medo que falhe...
Txg
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Lâmpada mágica
Se eu pudesses pedir um desejo...era o de ser feliz...
Se pudesse escolher dois, seria o de poder mergulhar na calma desses olhos verdes revoltos sempre que quisesse...e deixar-me levar pelo calor desse corpo até ao infinito.
O primeiro não inclui obrigatoriamente o segundo mas quase...
Txg
Profissão: Sonhadora profissional
Sou uma sonhadora incondicional. Vivo no mundo dos sonhos, no meu mundo paralelo ao real mas que dá sempre muitas curvas...Raramente os dois se cruzam e por opção, escolho invariavelmente o por mim criado, por ser mais doce, mais meigo e mais atento.Nele consigo sempre ver o lado bom das coisas, das pessoas ou situações...O problema é quando me obrigo a ver a realidade...e desses choques nunca sai nada de bom...e por isso volto a refugiar-me na ilusão, no desejo de tornar real pelo menos um dos sonhos...
Sou uma sonhadora profissional, faço disto carreira. Não me imagino a ser de outra forma mas gostava de um dia poder fundir realidade com sonhos e ter de me deixar de dividir entre duas verdades, uma com nada de bom, outra com nada de real...
Procrastinando...
Tenho saudades do que nunca foi, do que nunca tive.
De me sentir inteira, completa e não um fantasma que se arrasta através dos dias sem vive-los, por não saber ser de outra forma.
Estou farta das mesmas coisas, erros ou conclusões.
Ninguém tem culpa, nem eu, mas é assim que é sempre...
E a única maneira em que deixa de doer é desligar a ficha...
Já que não se constrói nada, não se tem nada, não se cria nada...
Desligar é fácil...e faço-o a dormir...
Por isso este sono e letargia comanda a minha vontade de nada fazer...
Mas até para procrastinar é preciso forças...
beijinhos
Txg
domingo, 2 de janeiro de 2011
BASTA!
Chovem do céu, caem desamparados sobre mim como armas, cravando-se fundo na pele e rasgando a alma como se de uma folha de pó de arroz se tratasse.
O vermelho começa lentamente a colorir o preto que me rodeia e num grito abafado solto a minha raiva. CHEGA! BASTA! ACABOU!
Olho à volta e estou só...e assim vou continuar até o vermelho tapar todo o preto e a dor acabar...
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