terça-feira, 13 de julho de 2010

Da menina azul...para ti

Amo-te...
Não daquela maneira pirosa dos apaixonados que olham embevecidos uns para os outros, não daquela maneira lamechas de que todos já nos rimos (por inveja) mas só entendemos quando assim nos sentimos...

Amo-te pelo que és, ou pela ideia que tenho do que és...
Acho que é mais isso!
Criei um imagem tua que não te pertence, mas a que por vezes correspondes...
No meu mundo de ilusão só isso conta.

Por isso, quando te vejo, quando nos vemos, voltamos a ser o que fomos, a sentir o que sentimos...

Crescemos claro está, mas a raiz do sentimento é a mesma, e nasceu, cresceu, naquela biblioteca bolorenta, naquele jardim abandonado, naquelas misteriosas mensagens...

Cresceu ao ponto de virar nuvem e subir bem alto, livre, solta como o vento mas sempre sem largar a sua personalidade...

Nunca caiu, porque as circunstâncias assim o ditaram. Foi-se esfumando pela força do inevitável sem sucumbir...Às vezes, por vezes, renasce das cinzas e volta a subir bem alto...Presa a uma lembrança do que poderia ter sido mas nunca foi, e ainda não é.

Amo-te, mas à minha maneira, desta maneira...que sei que só tu verdadeiramente compreendes...

Talvez daí não ter vergonha em dizê-lo...em senti-lo... A sentença de morte foi dada à muito, talvez ainda naquela biblioteca, naquele jardim...

Se assim não fosse, então parte do encanto teria desaparecido...

Perguntas se quereria algo diferente? Talvez sim, mas também sou a primeira a dizer que, se tivesse sido diferente, se não fosse sempre como foi, provavelmente, agora, não te amava...

Amo a ideia, não sei se amo a pessoa...

Beijos, hoje, só para ti!

Txg

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